Um homem de 25 anos suspeito de participar de estupro coletivo na cidade de Sigefredo Pacheco, Norte do Piauí, foi preso pela Polícia Militar no sábado (26). O crime aconteceu no mês de junho quando uma jovem de 21 anos foi abusada por vários homens. O caso ganhou repercussão por ter sido filmado e as imagens terem circulado através de aplicativos de mensagens.
O homem chegou a ser preso em junho. Após a prisão provisória, em 20 de julho, eles ganharam o direito de responder o processo em liberdade. Dias depois, um novo mandado de prisão foi expedido contra ele e outro suspeito.
A prisão foi efetuada pelo Grupamento de Polícia Militar (GPM) de Sigefredo Pacheco. De acordo com o comandante Cabo Hagson Aguiar foi recebida uma denúncia anônima relatando que o suspeito estava em uma localidade da zona rural do município, já próximo a cidade de Castelo do Piauí.
"Ele foi preso por volta das 16h de sábado, quando recebemos informações de que tinha indivíduo, nas mesmas características dele, rondando umas chácaras na entrada da rodovia que liga Campo Maior a Castelo do Piauí. De posse das informações, suspeitamos que fosse ele. Fizemos as diligências e o encontramos na casa de sua mãe", relatou.
O agressor foi encaminhado à Delegacia Regional de Campo Maior. Dos quatro suspeitos de cometer o estupro, dois estão em liberdade e outro segue foragido.
A mulher abusada não se lembrava de nada e só soube do ocorrido porque uma vizinha sua comentou que um vídeo com imagens da vítima estavam sendo compartilhadas pelo WhatsApp.
Para o G1, a mulher abusada afirmou que dois dos suspeitos chegaram a procurá-la e oferecer dinheiro para que ela não denunciasse o caso. A proposta foi feita quando a moça procurou os rapazes para saber do seu celular que havia desaparecido e saber por que haviam gravado e divulgado o vídeo em que aparece sendo abusada.
"Ofereceram dinheiro para eu não levar adiante. Disseram que eu podia pedir a quantia que quisesse para não denunciar", falou.
No mês de julho, os quatro suspeitos de participar do abuso estavam em liberdade. Os agressores, que têm 18, 23, 25 e 27 anos, foram presos no decorrer das investigações e ficaram até o dia 20 julho na Penitenciária de Esperantina.
"Durante as investigações do estupro coletivo ele tentou a todo custo atrapalhar as investigações e aos envolvidos a destruir provas. Inclusive, chegou a levar um deles para a cidade de Timon, no estado do Maranhão, na tentativa de esconder o amigo", disse.
Visitas: 1640085
Usuários Online: 1