"Estragou todo o nosso planejamento. A gente ia viajar. E o maior risco, e tiveram que fazer a minha cirurgia às pressas, foi porque a bala ficou dois dias no meu pé. Ela poderia ter sido retirada logo se a radiografia tivesse sido feita. Eu estou tendo que ficar internada para evitar risco de infecção. Isso poderia ter sido evitado se a radiografia tivesse sido feita antes", contou.
Marcia Mendel foi levada para o Hospital Copa D'or, onde descobriu que havia sido atingida por bala de fuzil. "Eu expliquei ao médico que moro perto de uma comunidade e que poderia ter sido estilhaço de bala ou fogos. O médico deu um ponto e falou que o inchaço e o hematoma era devido ao trauma causado pela ferida", relatou.
Em seguida, devido fortes dores, ela procurou um outro hospital onde, depois de conversar com o médico, conseguiu fazer o exame de Raio-X que não foi feito no hospital anterior.
"Ele [o segundo médico que a atendeu] também achou que não tinha nenhuma necessidade [de examinar por imagens], mas acabou fazendo. Quando saiu a radiografia, vimos que tinha uma bala inteira dentro do meu pé", disse.
A jornalista teria sido atingida por uma bala calibre 762, comumente usada em fuzis como o de modelo AK-47- arma de guerra de uso exclusivo das Forças Armadas.
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